Neste momento em que comemoramos o julgamento do mensalão onde homens que deveriam zelar pelo patrimônio e políticas do pais estão sendo exemplarmente condenados, nos "choca" uma notícia que corrobora a visão que turistas homens tem de que somos o pais da "bunda". Com a conivência de mães, adolescentes menores são prostituídas por agenciadores que as negociam com turistas. Também nos é noticiado que de forma arbitrária um juiz de direito arranca do seio de famílias pobres seus filhos e os encaminha para famílias de posses em São Paulo. Sabe-se que o crime tem poder e em alguns lugares tornou-se banal sua ação não causando mais estranheza, mas acredito que não podemos compactuar com tal ideia. Sei que as leis e as pessoas que as aplicam transformaram-nos em um povo pacato e acomodado e concordo que mais violência não é a solução, mas não é possível aceitar passivamente a lei sendo mais benéfica ao criminoso em detrimento do cidadão. Como tratar um elemento que tem mesa farta, salários acima da média, status e mesmo assim corrompem-se, maculam a sua profissão e abalam a credibilidade de seus pares? Há um desalento de minha parte quando vejo e ouço nos meios de comunicação pessoas influentes e poderosas dizendo o que é preciso ser feito a respeito e as vezes até dizem como deve ser mudado este estado de violência e corrupção de nosso pais. Mas para por aí. E me pergunto se eles estão reprovando, não concordam com tal situação porque não mudam? Porque usam as benesses da lei para os infratores e os rigores da lei para o cidadão? Estariam usando a Constituição para mascarar suas incompetências. Nossos representantes e lideres estão acuados e pouco podem fazer. Penso. Penso. "E agora quem poderá me defender??". VOU REZAR.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Quadrilha
No 39º dia do julgamento do mensalão o Superior Tribunal Federal condenou pelo placar de seis a quatro, dez réus, dois foram absolvidos do crime de formação de quadrilha e outro réu teve seu julgamento empatado. Chamou a atenção a divergência dos ministros quanto a definição do termo quadrilha.Ora! Acredito que nem o mais leigo dos brasileiros tinha ou tenha dúvidas sobre tratar-se de quadrilha. A ministra Rosa Weber disse: -"jamais imaginaram formar uma associação para delinquir". Imagine; não parece que ela está referindo-se a alguns adolescentes que roubaram doce no mercado da esquina? Está sendo complacente. Uma associação formada por três núcleos (operacional, político e financeiro), composta por pessoas de expressão nas suas áreas de atuação não podem ser tratadas como adolescentes infratores. O ministro Celso de Melo afirmou: "Nunca vi tão nitidamente caracterizado o crime de formação de quadrilha".Concordo. Do ministro Marco Aurélio. "A República não suporta mais tanto desvio de conduta". Nós brasileiros sabemos e reclamamos disso faz muito tempo. Citando discurso de 2006 Marco Aurélio disse: "A Lei será aplicada com maior austeridade possível". Parabéns ministro é tudo que queremos. Se o TSF conseguir isso deixaremos pra traz um passado vergonhoso e começaremos a ver as instituições políticas com outros olhos.
sábado, 20 de outubro de 2012
Com o Pé Atraz
Agora estou acreditando. Sou do tempo que colarinho branco não ia para a cadeia, não tinham crime e eram protegidos por seus pares. A imprensa não tinha meios ou não queria relatar tais crimes, muito em razão da estreita ligação entre criminosos de "colarinho branco" e proprietários da imprensa falada e escrita. Hoje estamos assistindo o julgamento do mensalão, fato impensado em outros tempos. Confesso que não conhecia o funcionamento de um julgamento no Superior Tribunal Federal. É notório o empenho e o envolvimento dos ministros. Imagino que neste meu meio século de vida não falei e não li tanto quanto estes ministros neste julgamento. Mas isso considero só o começo de um processo que espero tenha resultados práticos como ver um Zé que não é o "zé povinho" sair de um tribunal algemado,ficar numa cela comum, comer igual a qualquer preso, devolver dinheiro, perder influência, etc... Nem imagino quanto custa este julgamento para o pais mas certamente os réus não poderão cumprir suas penas distribuindo sacolões porque nós brasileiros esperamos que a partir destas condenações percamos a ideia recorrente que somos o pais da impunidade. Este julgamento ainda vai longe e meu e meu pessimismo quanto à política ainda me faz maginar caciques soltos e pequeno escalão pagando o pato. O fato é que nunca antes na história desta pais o Superior Tribunal Federal condenou políticos. Veremos. O que veremos????
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Cowboy ou Exterminador
(Escrevi este texto em 30/01/2001)
Cano longo, prateado, cabo de marfim. Tiros incontáveis, nunca terminam. Preso em uma linda luva branca que cobre uma firme e máscula mão. Mão de homem branco com seu uniforme azul, montando um cavalo branco, necessário a todo herói. Sim refiro-me a John Weyne, seu cavalo, seu revolver sua causa.Quando criança milhares ou milhões de guris mais eu queria-mos apenas ser igual a Ele e matar muitos índios, chutar malfeitores, saber o momento certo de chegar e sair,intimidar ao inimigo apenas com o olhar e nossos quase dois metros de altura ou mais. Saíamos da frente da TV já vestidos com nossos coldres e cavalos de cabo de vassoura a correr pelo pátio dando tiros à esmo e matando inimigos fictícios.Agora ao descer do meu automóvel em frente a minha garagem estou na frente de um revolver, não como aquele. Cano curto preto e sem cabo de marfim. Vejo parte de seu cabo porque a mão que o empunha é pequena, adolescente quase, mas os olhos que estão atras da mira me assustam, lembram os olhos frios, sofridos e raivosos do grande chefe Jerônimo. São segundos intermináveis. Pergunto-me: Porque a raiva? A arma deixa qualquer um estático, mas pensando bem ,se é que é possível nessa situação, o que me apavora é seu olhar sua expressão. Porque eu se não nos conhecemos? Será que tenho algo que ele sempre desejou e não conseguiu? Será que represento os responsáveis por ele se encontrar nesta situação? Poderia ser uma brincadeira, ele puxaria o gatilho e do cano sairia um bandeirinha escrito "bang". Iriamos rir juntos mas caio na real e ele ainda está aqui. John Wayne não atiraria em alguém desarmado . jogaria a arma fora e resolveria tudo com os punhos. Neste momento ouço o estampido. Minhas pernas se curvam, levo a mão ao peito e sinto o sangue jorrar. Caindo ao chão olho-o por inteiro e vejo sua camiseta e penso:
-- Mas que droga! Ele não tem idade para ter visto John Wayne , ele é fã do Máquina Mortífera....
Cano longo, prateado, cabo de marfim. Tiros incontáveis, nunca terminam. Preso em uma linda luva branca que cobre uma firme e máscula mão. Mão de homem branco com seu uniforme azul, montando um cavalo branco, necessário a todo herói. Sim refiro-me a John Weyne, seu cavalo, seu revolver sua causa.Quando criança milhares ou milhões de guris mais eu queria-mos apenas ser igual a Ele e matar muitos índios, chutar malfeitores, saber o momento certo de chegar e sair,intimidar ao inimigo apenas com o olhar e nossos quase dois metros de altura ou mais. Saíamos da frente da TV já vestidos com nossos coldres e cavalos de cabo de vassoura a correr pelo pátio dando tiros à esmo e matando inimigos fictícios.Agora ao descer do meu automóvel em frente a minha garagem estou na frente de um revolver, não como aquele. Cano curto preto e sem cabo de marfim. Vejo parte de seu cabo porque a mão que o empunha é pequena, adolescente quase, mas os olhos que estão atras da mira me assustam, lembram os olhos frios, sofridos e raivosos do grande chefe Jerônimo. São segundos intermináveis. Pergunto-me: Porque a raiva? A arma deixa qualquer um estático, mas pensando bem ,se é que é possível nessa situação, o que me apavora é seu olhar sua expressão. Porque eu se não nos conhecemos? Será que tenho algo que ele sempre desejou e não conseguiu? Será que represento os responsáveis por ele se encontrar nesta situação? Poderia ser uma brincadeira, ele puxaria o gatilho e do cano sairia um bandeirinha escrito "bang". Iriamos rir juntos mas caio na real e ele ainda está aqui. John Wayne não atiraria em alguém desarmado . jogaria a arma fora e resolveria tudo com os punhos. Neste momento ouço o estampido. Minhas pernas se curvam, levo a mão ao peito e sinto o sangue jorrar. Caindo ao chão olho-o por inteiro e vejo sua camiseta e penso:
-- Mas que droga! Ele não tem idade para ter visto John Wayne , ele é fã do Máquina Mortífera....
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Brinque
Dia da Criança.ela não quer só teu presente quer tua presença. Larga teu aparelho vai brincar com tuas crianças. Amanhã estarás cansado mas feliz, teu filho vai querer repetir este dia. Não espere o próximo dia da criança.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O começo
Estou começando. Agora quero entender o funcionamento de um blog; como postar fotos videos etc... Depois vou opinar, cutucar e espero ser cutucado, no bom sentido é claro. Aceito sugestões e conhecimentos. Se for de graça.
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